Planejamento e gestão financeira: a luz no final do túnel

Estamos vivendo momentos adversos, isso é inegável. Frequentemente nos deparamos com notícias de fechamento de lojas, reestruturações, redução nas vendas e demissões. Assuntos que há tempos não saem das mídias e das conversas no meio empresarial.  Mas será que tudo isso é culpa da famigerada “crise”?

Conforme acompanho as reportagens sobre fechamento de lojas ou suas reestruturações, faço uma reflexão sobre o que eu conheço dessas empresas e qual a percepção que tenho delas, como consumidor e consultor. Na maioria das vezes chego a mesma resposta: são empresas que pararam no tempo.

Pode parecer obvio que ser empresário significa estar atento às mudanças do mercado e do comportamento de consumo, se adaptando às novas necessidades dos clientes e, com isso, garantindo os resultados do negócio e manutenção de sua existência. Porém, vejo que muitos empreendedores se esqueceram desse mantra básico.

Para isso acontecer, é preciso planejar a empresa, avaliando constantemente os fatores que podem impactar o negócio, como os custos, o mix de produtos e serviços, a forma de se comunicar com o cliente, a divulgação da marca, etc. Além disso, é necessário implementar ferramentas de controle efetivas para coletar os dados necessários a geração de informação e a tomada de decisão.

Nesse contexto, conhecer, planejar e controlar a gestão financeira da empresa poderá garantir o foco necessário para atravessar o momento atual. Confira alguns tópicos:

– Conheça seus custos fixos: é preciso conhecer todos os custos fixos da empresa, ou seja, aqueles que irão ocorrer independentemente de haver venda ou prestação de serviços. São exemplos de custo fixo o aluguel, o telefone, a folha de pagamento, mensalidades de banco e máquinas de cartão, custos do publicidade e propaganda.

– Escolha a melhor tributação: tenha o suporte de um bom escritório contábil para te apoiar na escolha do melhor regime tributário para seu negócio. Fatores como tamanho da equipe, faturamento e custos impactarão no custo com tributação e a opção por uma tributação menos vantajosa pode prejudicar e inviabilizar a empresa.

– Gerencie seu estoque: quando se possui produtos estocados para produção ou venda, saber os itens armazenados e seu valor é imprescindível para a saúde financeira da empresa. É comum empresas possuírem mais estoque do que necessário, o que impacta na baixa disponibilidade financeira, além do risco de sinistros e perdas por desperdício ou obsolescência.

– Construa metas coerentes: conhecendo os custos da empresa é possível determinar o mínimo de resultado em vendas para que a empresa atinja seus objetivos. Ou seja, essa meta não surge apenas por desejo do empresário, mas a partir do uso de cálculos específicos para tal. Além disso, é importante avaliar a capacidade da empresa em atingi-la.

– Monitore seus indicadores: não basta planejar os números da empresa. É preciso controle constante para garantir o cumprimento dos indicadores propostos e ações corretivas para o caso de não estarem sendo alcançados.

A partir do planejamento financeiro, implementação de ferramentas adequadas e o controle contínuo delas, é possível estar melhor preparado para enfrentar os momentos de desafios em que nossas empresas vivem e conseguir, com isso, os resultados esperados para manter o negócio vivo e crescendo.

Conteúdo desenvolvido pelo Consultor Bonsai de Porto Alegre/RS, Mateus Falcado. Conheça mais sobre nosso profissional clicando aqui.