Canais de venda: diversificando para ganhar mercado

Um dos grandes desafios dos varejistas é ganhar mercado, ampliando seu volume de venda, preferencialmente sem ampliar mix de produtos, volume de estoque e espaço físico da loja. Para isso, possuir um grande giro de vendas é muito importante. Ou seja, é preciso ganhar no volume de vendas. Quando se aumenta o volume vendido, pode-se baixar as margens de lucro aplicadas, aumentar o volume de compra e ganhar na redução do preço de custo e também investir na logística, reduzindo o custo dessa operação. Ou seja, ganhar mais, vendendo mais e com preço mais competitivo.

Para isso, é preciso buscar novos mercados e formas de venda. Confira abaixo alguns canais de venda que sua loja pode se utilizar para vender mais:

– Loja própria: esse certamente é o canal mais escolhido pelos varejistas, pois possibilita a gestão completa do espaço físico e da experiência de compra pelo cliente. Como ponto contra, temos o alto custo da manutenção de um espaço físico e o esforço em gerenciar todas as atividades da loja. O local próprio pode receber diversas roupagens, como por exemplo, Outlet (loja de liquidações da empresa), Quiosque (comuns em shopping, que ficam nos corredores e possuem um mix reduzido de produtos), Loja Conceito (foca na marca e na experiência de consumo mais do que na venda de produtos) e Loja Premium (estilo arquitetônico, de atendimento e mix de produtos que elevam o status da marca para o conceito de “grife”).

 

– Lojas revendedoras: algumas lojas atuam como representantes exclusivas de marcas produtos específicos. Isso costuma garantir negociações melhores com o fabricante ou atacadista. Porém, geralmente é preciso volumes maiores de compra. Uma forma de escoar a compra excedente, garantir algum lucro e manter o volume de compra, é buscar lojas não concorrentes em outras regiões da cidade e negociar a revenda desses produtos. Sua empresa funcionaria quase como uma intermediária, recebendo uma comissão pela venda ou vendendo com preço específico de revenda.

 

– Loja virtual: já pensou em vender para qualquer lugar? Para isso, uma forma mais dinâmica é a construção de uma loja virtual. Mas atenção, planejamento, investimento em tráfego e logística adequada para entrega são fundamentais. Procure profissionais da área para assessorar esse desenvolvimento.

 

– Marketplaces: São lojas virtuais compartilhadas, que divulgam seus produtos mediante o pagamento de comissão para cada venda feita pela plataforma. A vantagem é o baixo custo de implementação e manutenção, além de maior visibilidade e tráfego de visitantes. Contra isso, o fato de ter suas regras de uso engessadas pelo gestor do canal.

 

– Revendedores (pessoas físicas): produtos de amplo consumo podem ser vendidos por meio de um time de revendedores, que podem por meio de visitas a clientes, ofertando os produtos, apresentando suas funcionalidades e gerando os pedidos, além de efetuarem também a entrega. Grandes marcas usam desse meio, inclusive como única forma de venda. É o caso da Avon, Natura e Jequiti. Porque sua loja também não adere? Mas atenção, busque um profissional do direito para assessorar na formatação do contrato, a fim de proteger tua loja e também o revendedor quanto aos direitos e deveres de cada parte.

 

– Representante Comercial: mais comum para empresas atacadistas e indústrias, os representantes comerciais são profissionais vinculados a uma empresa de representação, que levam os clientes (geralmente outras empresas) o catálogo de produtos, ofertando-os e gerenciando pedidos. Eles recebem uma comissão para cada venda feita. Como vantagem, está o custo com equipe comercial, que é variável conforme a venda. A desvantagem é que não se pode exigir metas de vendas, carga horária de trabalho ou qualquer outro compromisso comum a um colaborador empregado por meio de CLT.

 

Esses são alguns exemplos das diversas formas de levar seu produto até seu cliente. Agora, avalie as melhores opções e planeje seus canais de venda.